Vivo na China há mais de 10 anos e vi a loucura da OpenClaw desenrolar-se. O Ocidente precisa de acompanhar.
Thomas Derksen, empresário alemão que vive na China há mais de 10 anos, observa a adoção massiva do OpenClaw, uma ferramenta de IA integrada ao WeChat. A grande demanda e até serviços pagos para instalação mostram o entusiasmo popular, inclusive entre idosos. Usuários chineses encontram aplicações práticas, como uma dona de restaurante que ajusta seu cardápio com base em avaliações online. O governo apoia essa inovação, estimulando negócios individuais com agentes de IA. Diferente da estabilidade europeia, a China apresenta otimismo, curiosidade e foco em inovar para melhorar o futuro. O ecossistema tecnológico de Shenzhen atrai estrangeiros graças à estrutura de financiamento e indústria robusta. Na Europa, a falta de apoio e crises em setores tradicionais geram pessimismo. Essa diferença cultural influencia a forma como o OpenClaw é recebido: oportunidade versus ameaça. Derksen destaca que o Ocidente deve aprender com a receptividade e vigor asiáticos para não ficar para trás na cor...