O Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) alterou sua estratégia de financiamento, reduzindo chamadas específicas para projetos e priorizando propostas não solicitadas, guiadas pelo interesse individual dos cientistas. Essa mudança, implementada sob a segunda administração Trump, visa economizar recursos de gestão e fornecer mais flexibilidade aos pesquisadores. No entanto, críticos temem que a redução das chamadas específicas prejudique grandes projetos colaborativos e áreas científicas subexploradas, como doenças raras. Além disso, atrasos na aprovação de chamadas para financiamento, causados por revisões rígidas governamentais, impactam pesquisas essenciais como as de diabetes. O número de chamadas para financiamento caiu drasticamente, de cerca de 780 anuais para apenas 73 no primeiro ano da mudança. Essa queda pode afetar o financiamento e o progresso científico, ainda pouco mensurados. Há debate sobre o equilíbrio ideal entre propostas solicitadas e não solicitadas, com alguns especialistas ressaltando a importância dos projetos coordenados. O NIH mantém que as chamadas não solicitadas são um modelo eficiente, apesar da controvérsia.
Fonte: https://www.nature.com/articles/d41586-026-00823-2
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