A China tornou-se líder global na produção e desenvolvimento de fármacos, respondendo por grande parte da cadeia de suprimentos farmacêuticos mundiais e conduzindo um volume crescente de ensaios clínicos. O avanço é sustentado por investimentos contínuos, eficiência na manufatura, grandes redes hospitalares e reformas regulatórias que facilitaram testes clínicos. No entanto, o setor enfrenta crescente escrutínio internacional, especialmente dos EUA, que implementaram restrições para proteger a segurança nacional. O governo chinês busca criar um ecossistema biotecnológico fechado para reduzir dependências externas. Apesar dos progressos, a China ainda depende de trocas internacionais para inovação e não é autossuficiente em biotecnologia, enfrentando desafios como falta de confiança global e limitações financeiras no financiamento de pesquisas de alto risco. A colaboração internacional é vista como essencial para avanços científicos e econômicos recentes, além de garantir acesso global a medicamentos acessíveis. China também tem atraído talentos científicos, inclusive promovendo o retorno de pesquisadores treinados nos EUA, impulsionando assim sua indústria emergente. Entretanto, as práticas de propriedade intelectual e disputas geopolíticas continuam a gerar tensões no setor.
Fonte: https://www.nature.com/articles/d41586-026-00387-1
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