A exposição pré-natal a condições quentes e úmidas prejudica a saúde infantil muito mais do que o calor isolado. A umidade dificulta a capacidade das gestantes de se refrescarem, aumentando os efeitos do calor extremo em até quatro vezes. Isso resulta em redução significativa do crescimento infantil, medida pelo índice altura-para-idade. Gestantes são especialmente vulneráveis devido a fatores fisiológicos, com riscos maiores no início e final da gravidez. A pesquisa utilizou dados climáticos e demográficos da Ásia do Sul, região que sofre com essas condições e alta densidade populacional. O aquecimento global deve agravar o cenário, elevando o número de crianças com saúde comprometida. Estimar riscos apenas pela temperatura subestima os perigos reais. Estratégias simples de intervenção e previsões baseadas no índice WBGT podem reduzir danos. O estudo destaca a necessidade de considerar calor e umidade juntos para proteger futuras gerações e mitigar efeitos econômicos e sociais.
Fonte: https://www.futurity.org/humidity-pregnancy-heat-3314712/
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