Pressionar os editores para que sigam as práticas recomendadas - a regulamentação externa é a resposta
A publicação acadêmica carece de uma fiscalização externa rigorosa, diferente de outras áreas científicas e industriais que possuem regulação para garantir qualidade e segurança. Essa ausência contribui para problemas de integridade, como a demora em corrigir erros e a proliferação de artigos produzidos por inteligência artificial e negócios fraudulentos. A autora propõe que periódicos acadêmicos adotem a certificação ISO 9001, um padrão internacional de gestão da qualidade, que prioriza a satisfação dos leitores além dos autores. Com essa certificação, espera-se maior qualidade nos artigos, correções mais rápidas e melhor relação custo-benefício em assinaturas e taxas de publicação. Esse modelo reforçaria a confiança nas publicações, complementando iniciativas existentes como os critérios do COPE e a indexação em bases confiáveis. Atualmente, essas medidas estão sujeitas a conflitos de interesse e falta de transparência. A adoção do ISO 9001 pode fortalecer a ética e a qualidade no processo editorial, promovendo um ambiente científico mais confiável e eficiente.
Fonte: https://www.nature.com/articles/d41586-025-04099-w
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