George Church, biólogo de Harvard, mantém uma lista de variantes genéticas potencialmente benéficas que poderiam ser usadas para aprimoramentos genéticos. A lista reúne mais de 100 variantes, algumas com efeitos positivos reconhecidos, como proteção contra doenças, mas muitas apresentam trade-offs ou efeitos indesejáveis. Por exemplo, uma mutação pode aumentar a habilidade manual, mas resultaria em seis dedos por mão, ou a insensibilidade à dor que traz riscos graves. As variantes associadas a características desejadas, como longevidade e inteligência, ainda não são suficientemente compreendidas para garantias seguras. Múltiplas mudanças genéticas seriam necessárias para melhorar traços complexos, o que atualmente é inviável. Além disso, há perigos e incertezas quanto aos efeitos colaterais dessas alterações. Para avanços responsáveis, são necessários estudos amplos que investiguem profundamente essas variáveis. O acesso a aprimoramentos genéticos provavelmente beneficiaria somente os ricos, enquanto problemas sociais como má nutrição e educação precária ainda limitam o desenvolvimento genético real da maioria. Assim, o foco deveria estar em garantir o potencial genético natural das crianças antes de buscar melhorá-lo artificialmente.
Fonte: https://www.newscientist.com/article/2513878-can-we-genetically-improve-humans-using-george-churchs-famous-list/
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