Trancados e celibatários: para jovens fundadores de empresas de tecnologia, namorar é um bug, não um recurso
Jovens fundadores de startups em tecnologia, especialmente em Silicon Valley, estão priorizando o trabalho intenso e horários exaustivos, como o 996, em detrimento da vida amorosa. Muitos deixam de investir em relacionamentos para focar na construção de suas empresas, o que resulta em um cenário de escassez de encontros e vínculos afetivos. A cultura acelerada e competitiva dificulta o desenvolvimento de relações duradouras, que demandam tempo e cuidado. Além disso, a percepção de alto custo de oportunidade reduz o interesse em sair para encontros. Em San Francisco, a dificuldade também é atribuída ao desequilíbrio de gênero e à dinâmica do mercado local, que influencia negativamente as interações sociais. Alguns recorrem ao namoro à distância ou buscam parceiros fora da cidade para superar essas limitações. Cerca de 13% das fundadoras são mulheres, aumentando a disparidade no círculo tecnológico. A busca por parceiros idealizados, muitas vezes com mentalidade de otimização, dificulta ainda mais a construção de relações autênticas. No entanto, há exceções, como a comunidade LGBTQ+, que encontra maior facilidade para socialização. Alguns até utilizam redes profissionais, como LinkedIn, para fins afetivos ou relacionais, refletindo a sobreposição entre vida pessoal e profissional no setor de tecnologia.
Fonte: https://www.businessinsider.com/locked-in-tech-founders-swearing-off-dating-silicon-valley-2026-1
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