Há um movimento crescente de famílias que rejeitam o uso de laptops escolares e preferem métodos tradicionais, como papel e caneta, motivado por uma sensação de perda de controle. A tecnologia, especialmente a inteligência artificial, não é apenas uma ferramenta, mas uma mudança fundamental na forma como o conhecimento é produzido e medido. A resistência atual lembra a dos Ludditas, que reagiram a ameaças à sua identidade e autonomia. A inteligência artificial destaca fragilidades no sistema educacional, expondo que valoriza resultados visíveis em vez de julgamento real. Voltar ao papel não garante aprendizado profundo, pois é necessário repensar o que significa pensar. A distinção entre cognição humana, baseada em experiência, e a das máquinas deve ser preservada para que ambas contribuam. A questão central não é eliminar a tecnologia, mas entender e valorizar o que é exclusivamente humano no pensar. A reação ao uso da tecnologia é um sintoma que revela desafios maiores sobre avaliação e ensino. É urgente uma redefinição educativa que integre tecnologia com clareza e responsabilidade.
Fonte: https://www.psychologytoday.com/us/blog/the-digital-self/202602/the-next-generation-luddite
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