Nos próximos anos, telescópios gigantes na África do Sul e Austrália gerarão enorme volume de dados, chegando a 700 petabytes por ano, com potencial para muito mais. Esses instrumentos fazem parte do Square Kilometre Array Observatory (SKAO), que visa responder a questões astronômicas fundamentais. No entanto, armazenar todos esses dados é inviável financeiramente e energeticamente, exigindo seleção criteriosa do que manter. Áreas como astronomia, meteorologia e genômica adotam diferentes estratégias para curar e preservar dados, equilibrando valor, custo e utilidade futura. Organizações e agências de fomento exigem planos claros de gestão e armazenamento, com atenção à legalidade e reutilização. As autoras destacam a importância dos metadados para garantir a eficácia do armazenamento e reaproveitamento dos conjuntos de dados ao longo do tempo. Assim, a curadoria e a metadata são essenciais para lidar com o crescimento exponencial de informações científicas.
Fonte: https://www.nature.com/articles/d41586-026-00880-7
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