Em 2024, Tim Whitmarsh participou de uma conferência de clássicos em Pequim que revelou a dimensão política por trás do evento, organizado por China e Grécia para promover intercâmbios culturais antigos. A China tem investido fortemente nos estudos clássicos ocidentais, criando centros e cursos universitários, misturando-os com suas próprias tradições para fortalecer sua “confiança cultural”. Essa valorização contrasta com a crise enfrentada pelo campo dos clássicos no Ocidente, marcado por debates sobre raça e identidade. Estudiosos chineses, como Liu Xiaofeng, usam a herança clássica para fortalecer a civilização chinesa contemporânea, enquanto jovens pesquisadores, como Yanxiao, buscam uma visão intercultural crítica que dialogue com as novas abordagens ocidentais. A evolução dos estudos clássicos na China indica um futuro global e multifacetado para a disciplina, apesar das tensões entre práticas acadêmicas tradicionais e emergentes. O entusiasmo político e social pela antiguidade é visto como uma estratégia para construir prestígio nacional e ampliar o diálogo cultural.
Fonte: https://www.newyorker.com/news/annals-of-education/how-china-learned-to-love-the-classics
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