Meta alcançou grande sucesso com seus óculos inteligentes Ray-Ban, vendendo 7 milhões de unidades em um ano, muito acima do ano anterior. Contudo, a empresa enfrenta críticas graves ao ser revelado que gravações captadas pelos óculos são enviadas e revisadas por terceiros, incluindo momentos privados como uso do banheiro e informações financeiras. Isso gera preocupação sobre privacidade, especialmente porque gravações acidentais não podem ser evitadas pelo usuário. Os óculos inteligentes carregam um histórico negativo pelo fracasso do Google Glass em 2013, que enfrentou forte rejeição pública por invasão de privacidade. Apesar disso, Meta apostou na tecnologia e design para atrair consumidores, aproveitando a diminuição das expectativas de privacidade atuais. No entanto, a recente polêmica reforça o estigma de invasão digital associado ao produto. Grupos de defesa dos direitos digitais e processos judiciais têm aumentado a pressão contra a empresa. Algumas instituições já proibiram o uso dos óculos por considerá-los instrumentos de fraude. Meta, contudo, permanece inerte diante das críticas e parece confiar que a controvérsia será esquecida, apostando na fidelidade do público. A continuidade dessa postura pode comprometer o futuro dos óculos inteligentes no mercado consumidor.
Fonte: https://gizmodo.com/meta-has-smart-glasses-spiraling-towards-glasshole-2-0-2000733361
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