Agências do governo dos EUA, como o ICE e o FBI, compram dados em massa de empresas de corretagem para surveilhar americanos sem mandado judicial, explorando uma brecha legal. Esses dados incluem informações de localização de celulares, que combinadas com inteligência artificial, criam perfis detalhados dos indivíduos. Embora a coleta direta em massa de dados sem mandado seja proibida desde 2015, a compra comercial desse tipo de informação se tornou uma alternativa para órgãos governamentais. A reautorização da Seção 702 do FISA, prevista para abril, é vista como a última oportunidade de fechar essa brecha. Organizações de direitos civis e políticos, de diferentes espectros, pressionam por reformas para limitar essa prática invasiva. A oposição inclui membros do próprio governo que preferem uma reautorização sem alterações. O uso de IA potencializa a capacidade de análise e vigilância, preocupando especialistas sobre a invasão de privacidade em larga escala. Casos legais indicam a necessidade de mandato para acesso a dados de localização, mas a compra comercial ainda não foi judicialmente questionada. A discussão também aborda a ampliação da legislação para proteger melhor os dados pessoais dos americanos.
Fonte: https://www.npr.org/2026/03/25/nx-s1-5752369/ice-surveillance-data-brokers-congress-anthropic
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