O ciclone Bhola de 1970 foi a tempestade tropical mais mortal da história, matando até meio milhão de pessoas. Desde então, a previsão do tempo evoluiu com modelos físicos baseados em leis da física, fundamentais para prever eventos raros chamados de 'cisnes cinzentos'. Com a chegada da IA, a previsão se tornou mais rápida e acessível, principalmente para países em desenvolvimento, mas a capacidade de prever eventos inéditos ainda é limitada. Pesquisas mostram que modelos de IA treinados em dados históricos falham ao prever extremos nunca vistos, o que é preocupante frente às mudanças climáticas. Cientistas defendem a combinação da IA com métodos físicos e testes rigorosos para garantir confiabilidade. Ferramentas como o protocolo AIRWIE propõem testar IA com eventos extremos não incluídos no treino. O desafio é implementar esses protocolos em meio ao entusiasmo pela IA. O futuro da previsão depende de fortalecer a cooperação entre IA e modelos tradicionais para lidar com um clima cada vez mais imprevisível.
Fonte: https://gizmodo.com/ai-is-changing-the-way-we-predict-the-weather-its-more-perilous-than-we-think-2000750645
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